...Agradecimentos ao
Vladimir Ganzerla...
pelo envio do Cartaz do Show, e por todo o Roteiro de
como foi feito esse show, o ensaio e o roteiro musical.
...Agradecimentos a Maria Kamikawa...
pelo envio da conversa entre o Jessé e o Elifas, e a letra
original das duas musicas.
APENAS UM ENSAIO
O espetáculo conta a história e a ascensão do artista.
Do começo longínquo nos palcos dos bailes da vida afora,
ao começo nos palcos de agora, da nova carreira que
começa.
Tudo vai parecer um ensaio, que aos poucos vai se
transformando num espetáculo pronto, acabado. Isso
acontecerá sem que o público perceba, ele só compreenderá
no momento em que esta transformação se realizar
plenamente. O espetáculo coloca o artista diante de si
mesmo. Ser ele próprio, ser outro e, às vezes, todo mundo.
Ser o elo de ligação entre a obra de arte e
O sentimento do mundo. Ser o agente da alegria
coletiva, enquanto sofre a dor de saber que, muitas vezes,
provoca o riso que nasce da lágrima.
O espetáculo coloca, enfim, o artista e seu papel social.
Ele representa o sonho da ascensão.
Acima de tudo, o espetáculo coloca o artista como ser
humano, que quer apenas ser feliz pra fazer a felicidade
de todos. Esse sentimento, como diz Henry Miller, "veio do
azul e volta pro azul. Não morre e nem está perdido. Não
será esquecido. Sua realidade é imperecível”.
(Inspirado num conto de
Henry Miller, com o mesmo nome).
. Criação, Cenário, Programação Visual e Direção Geral:
ELIFAS ANDREATO.
Arranjos e Direção Musical: JESSÉ
. Participação de:
MANUEL SANTOS (violão e teclados)
JÂNIO SANTONI (piano e acordeom)
WILLlAN ACQUISTI (baixo)
CARLOS DE CASTRO (bateria e percussão)
. Vocal:
CARLOS ALBERTO
RALF
ENOS
MARIA APARECIDA
MARIA RITA KUFURI
. Participação especial: ELIFAS ANDREATO (voz em 0ff) ,
. Promoção, Assessoria de Imprensa e Assistência de
Direção: JOSE MATARAZZO.
Assistente de Arte: Alexandre Huzak
. Bonecos e Adereços: ROSA HUZAK.-Luís CARPI E MARIA
Lígia.
Cenotécnico: ASSIS FILHO e ESTEVÃO BEZERRA.
Fotos: IOLANDA HUZAK
. Assistência de Produção: ROBERTO F. RIBAS E CARLOS
DUCHEM.
Produção Executiva: CÉSAR R. LOPES
. Som: WANDO e VLADIMIR
. Iluminação: MILTON ALVES e NATANAEL LEANDRO. Nosso Som
é: EMC
. Programa: ECO PUBLICIDADE E PROMOÇÕES LTDA. - Fone:
578-7220.
Fotocomposição: FOTOTIPO ARTES GRÁFICAS.
Produção: RGE
(Roteiro para entender o
show do Jessé)
A campainha tocou três
vezes. A luz apagou. No palco um foco de luz corta a
escuridão, acende e ilumina a lembrança de que muito antes
dele, antes mesmo dos muitos anos que cantou por aí nos
bailes, cantaram:- Mário Reis, Francisco Alves, Cyro
Monteiro, Silvio Caldas, Orlando Silva...e Cauby
Peixoto...
Personagens das histórias da Rádio Nacional, do Café Nice,
da Taberna da Glória, vozes que se misturam na memória do
tempo que ele não viveu. Ele ouve o som de um disco antigo
... uma voz que se parece com todas as outras daquele
tempo e se confundem numa canção antiga que fala de um
amor impossível. Então uma lua pregada ali, no pano azul
do cenário, ilumina o cantor perdido no sonho do amor
escrito na letrada canção:
- "A Deusa da minha rua, tem os olhos onde a
luz; costuma se embriagar..."
Ele vai de um lado ao outro do palco e desaparece, ouvindo
Ô som dos passos da mulher que o poeta inventou...
A luz da lua desaparece. No seu lugar agora brilha um
globo de espelhos; que gira espalhando brilho no palco mal
arrumado.
O cantor senta ao piano e o ensaio começa como sempre
começavam todos os bailes: nas lembranças de...
"Moonlight Serenade".
Depois, ele surpreende os casais, que agora voltam às
suas mesas, com um número de grande efeito.
"Concerto para uma voz".
O próximo número foi sempre o grande momento do cantor; os
casais quase não dançavam e no final aplaudiam com
entusiasmo. Ele canta "Bridge Over Troubled Water" e assim
como fazia antigamente nos bailes, o cantor proporciona ao
público presente um momento inesquecível.
Ainda sob os aplausos do número anterior, o cantor agora
lembra um rock. Um rock que fazia muito sucesso em bailes
de formatura. Um número que não pode faltar no espetáculo
de agora, faz parte da sua história. E o ensaio continua
no balanço de "Rock Around Thé Clock".
Os contra-regras cuidam do cenário. São bonecas de pano.
Fotografias, velhos manequins, restos de muitos
espetáculos, colocados ali aos pares, como se dançassem.
Servem para marcar os espaços da luz e do cantor. Enquanto
as maracas anunciam o próximo número, "Sabor a Mi", a
saudade aperta, seca a sua garganta e o pó do chão arde os
olhos. Agora, tudo ali no palco tem cheiro de laquê...
gosto de Cuba-libre.
Agora... Ele está de costas para a platéia. Em silêncio.
Como se estivesse vendo ali no palco a sua própria
história. Um foco de luz percorre o palco e a memória. São
objetos, pessoas, lembranças... como se fossem imagens de
um velho filme. De repente, alguém aparece! E apenas um
vulto. E por um instante dança no silêncio. Roda com a
boneca de pano, como faziam os casais antigamente, quando
dançavam "Dois prá lá dois prá cá..."
Todas as lembranças do passado agora estão ali. Todos
aqueles anos cantando nos bailes. Cada sábado, cada lugar,
traz agora a lembrança do começo, dos tempos mais
difíceis.
"Foi nos bailes da vida,ou num bar em troca de pão"...
Os casais rodam em silêncio, os movimentos são lentos...
os pés se arrastam.
Que muita gente boa pôs os pés na profissão"...
Todos aqueles anos estão agora ali, iluminados por um
refletor. .
Tenho comigo as lembranças do que eu era".
Cada palavra, cada som, mexe mais fundo. Ele está ali, em
baixo da luz, mas não vê o público. O suor arde nos
olhos...
-"Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol"...
. Ele está ali, agora iluminado, diante da platéia que não
pode ver comovia outrora os casais dançando. Ele não vê o
público, mas sabe que todos olham pra ele. Então ele
inventa rostos, imagina expressões... e tenta entender o
som das palavras sussurradas no escuro!
- Todo artista tem de ir aonde o povo está".
Ele anda. Aproxima-se da platéia e canta com ela:"Foi nos
bailes da vida, ou num bar em troca de pão"...
A platéia segue cantando,ele se afasta, vai até uma escada
muito alta, embaixo de uma lua. Um vulto sobe a escada e
coloca sobre ele o foco de luz. E o ensaio continua com a
confissão de "Campo Minado".
Agora o palco tem uma moldura de luzes coloridas. Dentro
dele tem um camarim. No espelho, algumas fotos antigas.
Ele está só... em silêncio. O olhar percorre o palco
escuro, ... e descobre ali, ... quem sabe num vestido ou
numa boneca, a lembrança de Dolores Duran:
- "Hoje eu quero a rosa mais linda que houver"...
Ele está só. Não tem ninguém, só os instrumentos deixados
ali na penumbra,sem som, quietos. Bonecas de pano,
manequins, fotos antigas,... e ali no espelho seu rosto se
confunde com as fotos... e ele se lembra de Maysa:
- "meu mundo caiu"...
Ele sabe que precisa cantar. Para a solidão não doer como
doía em Dalva de Oliveira:
- "Bandeira branca amor, não posso mais, pela saudade
que me invade eu peço paz"...
Quatro mulheres. Quatro estrelas solitárias que encontra
ram o caminho que vai dar no Sol. E por ele chegaram ao
céu.
Então ele ouve uma voz lembrando um pensamento de Elis:
- "Eu sei do meu papel de bobo da corte, mas vou cantar
até
me tomarem os guizos (...) Sei que no final vai me sobrar
apenas o palco para cantar, e eu vou cantar como cantava
Edith Piaf".
E ele canta "Romaria" como Elis Regina.
As palavras de Elis ainda ecoam no palco. Uma luz suave,
azul, ilumina uma foto dela vestida de Carlitos; ele se
vira devagar, fica de costas para a platéia, no fundo do
palco; no céu
uma porção de estrelas se acendem e ele pergunta: .
- "Onde Está você, se o sol morrendo se esconde? Onde está
você, se a tua voz a chuva apagou?...
Ele está ali parado, ainda de costas, agora ouvindo a
própria Elis cantar o trecho final de"O Bêbado e a
Equilibrista".
- "Sei que uma dor assim pungente,
Não há de ser inutilmente
A esperança dança na corda bamba
de sombrinha e em cada passo dessa
linha pode se machucar, .
Azar, a esperança equilibrista sabe'
que o Show de todo artista tem que
continuar" ....
Agora diante do espelho ele tem a impressão de estar
ouvindo ..Luzes da Ribalta", com uma grande
orquestra,...então ele veste o paletó branco,... a música
aumenta, se espalha pela platéia.
Ele se vê no espelho iluminado... a música agora toma
conta do teatro, ele vai até o piano, começa a tocar.
Então, ele vê um Carlitos que entra, recolhe sua própria
imagem... outras fotos; objetos, roupas, lembranças. Apaga
as luzes dos camarins e com sua bengala girando no ar
caminha até um par de asas brancas e sobe desaparecendo
atrás da lua, no azul. (A música continua,agora apenas com
a orquestra,enquanto os contra-regras terminam a
arrumação/do cenário).
O palco agora está pronto. Tudo limpo, bem arrumado. Vai
finalmente começar o espetáculo. Chegou o grande momento.
Ele vai finalmente estrear. Está tudo pronto. A roupa, o
cenário - um céu muito azul com nuvens brancas.
O artista está pronto!
...Agora com vocês... O Ilusionista!
Os aplausos são mais que merecidos. Ele é um grande
artista. Querem ver? Prestem atenção por favor. Vejam como
ele canta!
Agora todas aquelas luzes não o incomodam mais, todos
aqueles anos cantando em bailes, ... todos aqueles
lugares, estão ali com ele, agora mais vivos e mais
fortes. Ele sabe que
jamais poderá separar-se deles.
Eles são a sua história, ... sua coragem.
ele sabe que agora sua voz vai mais longe, por isso ele
não
quer cantar apenas o amor. Ele sabe que um artista canta a
Liberdade... e ele sonha com "Voa liberdade", ou se aflige
no "Paraíso das Hienas".
Um artista sabe o que é a solidão; ele canta a solidão
dentro dos nós "Solidão de Amigos" e "Porto Solidão".
Um grande artista no entanto, não canta apenas o amor, as
injustiças, a liberdade ou a solidão. Ele sabe que hoje
mais do que nunca, um grande espetáculo tem que ser
alegre, tem que ter a esperança de melhores dias, a
esperança de que se cantarmos juntos, todos nós, a mesma
canção, o mundo poderá, quem sabe, ser mais simples, por
isso mesmo melhor, e mais bonito!
-"Somos todos irmãos da lua Moramos na mesma rua
Bebemos no mesmo copo
A mesma bebida crua
O caminho já não é novo
Por ele é que passa o povo
Farinha do mesmo saco
Galinha do mesmo ovo
mas nada é melhor que a água
A terra é a mãe de todos
O ar é que toca o homem
E o homem maneja o fogo
E o homem possui a fala
E a fala edifica o canto"...
- "Quero a utopia, quero tudo e mais quero a felicidade
dos olhos de um pai quero a alegria, muita gente feliz
quero que a justiça reine em meu pais
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão quero ser
amizade, quero amor, prazer quero nossa cidade sempre
ensolarada
os meninos e o povo no poder, eu quero ver"...
Termina o espetáculo!
Os aplausos e os gritos de bis o acompanham até o camarim.
No espelho, algumas fotos suas, bilhetes e cartões que lhe
desejaram sucesso. Sobre a pequena mesa,algumas flores...
ele sabe que agora o caminho é só de ida. Não tem
volta...eque enquanto tiver sucesso será fácil suportar
esses momentos de solidão. Tem muita gente lá fora,
querendo vê-lo. Falar com ele...
Basta ele abrir a porta.
Essa é a história de um artista, contada no palco por ele
mesmo. Uma história comum, feita com muito trabalho,às
vezes, emocionante, feita com muito talento e amor ao
próximo. Uma história que tem começo, mas não acaba aqui;
ela recomeça todas as noites, quando acaba o espetáculo,
no caminho de casa, de volta à realidade.
Porque assim são contadas as histórias de artistas. Essa é
a história do artista
JESSÉ FLORENTINO SANTOS,
contada por ele mesmo, com sua voz e seu imenso talento.
Uma história contada com a música e a poesia de amanhã,
com a voz mais alta que o preconceito surdo-mudo, com o
canto da tradição dos cantores do Brasil.
ELIFAS,
achei ótimo! Bicho, é isso mesmo. A
história é essa, me emocionei com a lembrança
dessas musicas todas, dos bailes, das cantoras.
O texto descreve muito bem a situação de cada
numero, isso ajuda muito.
Eu gosto muito do nome e da idéia do cenário. Já
tenho algumas idéias de arranjos e do pessoal. To
pensando em trabalhar com um quarteto. Baixo,
bateria, guitarra e um tecladista e com 5 vozes, 3
homens e 2 mulheres, o que você acha? Vou ver se
consigo o estúdio pra gravar esse roteiro, se
conseguir pra essa semana eu te aviso.
JESSÉ,
ouvi a fita com o roteiro. Como é bonito
esse show. Como você Canta! É Demais! Vou fazer uma
pasta e algumas cópias dessa fita pra mandar pra
algumas pessoas que podem nos ajudar nesse
trabalho, acho que com isso poderemos quem sabe,
romper as barreiras do preconceito que muita gente
tem contra você.
ELIFAS,
já comecei a fazer os arranjos e acertei
com os músicos. Já podemos começar a ensaiar. O
pessoal é demais! Você vai ver. O vocal é incrível.
São músicos que trabalhavam comigo nos bailes e
depois no ganha pão dos estúdios de gravação. Falei
pra eles da idéia, ta todo mundo animado, falta só
você falar com eles e explicar melhor a tua parte.
Me telefone pra dizer quando você pode. Não agüento
mais, quero ensaiar!
JESSÉ,
o pessoal é mesmo demais. Alem da
competência, eles fazem parte da tua história. Eles
tem por você um enorme carinho, e são pessoas
lindas.
Por isso tudo, eu acho que apesar de todas as
dificuldades, o trabalho é muito bonito, e estou
certo que isso vai aparecer no palco, no dia da
estréia, e nos outros todos, enquanto durar o
espetáculo. É um trabalho sincero, cheio de emoção,
respeito e alegria. Pra mim já valeu, conhecer o
Manuel, Reinaldo, Jânio, Willian, Carlinhos
(Bateria) a Cidinha, Rita, Enos, Ralf e o Carlinhos
foi um enorme prazer.
Obrigado, pela oportunidade
Não sei se devemos esperar mais pelas duas musicas
que faltam.
Acho que o pessoal não está levando muito a serio,
ou esta sem tempo pra fazer. Como eu acho essas
musicas importantes pro espetáculo, penso que você
podia fazer. Faça você as duas musicas, É
importante pra você e pro espetáculo. Pense nisso.
ELIFAS,
Eu nunca pensei muito nisso. Tenho muito
grilo, com essa transa de fazer musica, mas se você
me mandar uma idéia de letras, eu vou tentar fazer.
JESSÉ,
Que nos perdoe os poetas e os amigos, Aí vão
as duas idéias pras musicas que faltam. Uma chamei
provisoriamente de "Cantar" porque no espetáculo
essa musica tem a função de te posicionar como
artista. A outra, "O Sorriso ao pé da escada" é pra
fechar o show. De certa forma ela justifica o
titulo, é uma síntese do texto do Miller e da nossa
história.
Faça com elas o que você quiser.
Ops, só para entender,
esse texto abaixo foi a letra original, feita pelo Jessé, e
que foi um pouco modificada pelo Elifas, e se transformou
nas belíssimas musicas "Cantar" e "O Sorriso ao Pé da
Escada"
Eu canto a musica que
encanta
E nos alimenta. Por isso canta!
Porque uma pessoa pode cantar
Como pode, amar falar e respirar
A minha voz é mais uma voz no ar
Afinada, no mar da canção popular.
Eu canto a palavra vulgar
Na harmonia da canção
Pra toda nação lembrar
Da musica do meu irmão
Que vai tentar, cantando trabalhar
Ou vai tocando pra ganhar o pão
Eu canto tanto pra você dançar
E outro tanto pra me divertir
Eu canto alto pra deixar no ar
Um canto forte pra você ouvir
Eu levo a vida cantando
Pelo gosto de sonhar
Cantar e trabalhar
Pelo prazer de rimar
Pro povo cantar
Uma canção popular
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Sorrindo
O palhaço é um homem
Pintado
Ele tem outro nome
Fingindo
Ele é muito engraçado
Mentindo
É um pobre coitado
Fugindo
E um homem na rua
Subindo
Ele chega na lua
Brincando
Ele imita a vida
Sofrendo
Ele pensa na sua
Perdida
Palhaço é um homem pintado
Que finge ser engraçado
E o homem é um palhaço de tinta
Que mente quanto se pinta
Chorando
Ele finge a alegria
Sorrindo
Ele vive a tristeza
Pensando
Ele perde a razão
E Saltando
Ele pinta o sorriso
No Povo.
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ROTEIRO MUSICAL
A DEUSA DA MINHA RUA (Jorge Faraj e Newton Teixeira)
MOONLIGHT SERENADE (Glen Miler – M. Parish)
CONCERTO PARA UMA VOZ (Saint-Preux)
BRIDGE OVER TROUBLED WATER (Paul Simon)
ROCK AROUND TE CLOCK (Bill Halley)
SABOR A MÍ ( A. Carrillo)
DOIS PRÁ LÁ, DOIS PRÁ CÁ (João Bosco - Aldyr Blanc).
NOS BAILES DA VIDA (Milton Nascimento - Fernando Brant)
CAMPO MINADO (Mario Maranhão – Mario Marcos - Maxilliano)
NOITE DO MEU BEM (Dolores Duran)
MEU MUNDO CAIU (Maysa)
BANDEIRA BRANCA (Max Nunes – Laércio Alves)
ROMARIA (Renato Teixeira)
ONDE ESTÁ VOCÊ? (Oscar Castro Neves – Luvercy Fiorini)
O BÊBADO E A EQUILIBRISTA (João Bosco – Aldyr Blanc)
LUZES DA RIBALTA (C. Chaplin).
O ILUSIONISTA (Carlinhos Vergueiro – J. Petrolino).
PORTO SOLIDÃO (Zeca Bahia - Gincko)
SOLIDÃO DE AMIGOS (Mario Maranhão – Eunice Barbosa)
PARAÍSO DAS HIENAS (Acyoli Neto)
VOA LIBERDADE (Mario Maranhão-Eunice Barbosa-Mario Marcos)
CANTAR (Jessé-Elifas Andreato)
IRMÃOS DA LUA (Renato Teixeira)
CORAÇÃO CIVIL (Milton Nasimento-Fernando Brant)
O SORRISO AO PÉ DA ESCADA (Jessé – Elifas Andreato)
BASTIDORES (Chico Buarque)